
dialisador do hospital | Energy Futures, London Science Mseum, 2004 (Teddy bear blood bag)
“…Quanto a aparência, não se difere muito da maioria dos hospitais brasileiros, as paredes possuem cores claras, verde claro e branco. O odor é “característico de hospitais” devido ao uso de produtos de assepsia e há bastante movimentação, barulhos e ruídos, o que é possível perceber no vídeo produzido. O local é bem iluminado…As criançås passam a maior parte do tempo dormindo…”
(…)
“As máquinas da hemodiálise (o diálisador) são novas. Do ponto de vista do “visitante”, o aspecto não é muito agradável, principalmente para quem não está acostumado ao ambiente do hospital, porque o sangue que está sendo “filtrado” passa por tubinhos transparentes que transpassam externamente pela máquina e fica “a vista” das pessoas.
No entanto, um fato curioso e inusitado é que um dos pacientes (uma senhora de aproximadamente 60 anos) comentou durante a visita: “eu gosto destas máquinas” “eu prefiro esta (a máquina mais antiga) do que a outra ( a nova)” Quando perguntei porquê, elas respondeu: “Já estou acostumada, eu gosto dela”. Percebo a distância que existe entre o que vejo e sinto da percepção deles. O paciente desenvolve uma “certa” relação emocional com aquele objeto (a máquina) e afetiva, uma vez que ela (a máquina) é quase que uma “extensão” do próprio corpo e está fazendo o papel do rim “doente” do paciente. Não só com a máquina, com todo o ambiente.”
(Trecho de um relatório de pesquisa em campo feita um hospital de Belo Horizonte)
Como lidar com as questões emocionais em projetos de design.