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Intuition is the ability to understand or know something immediately, without conscious reasoning. (Oxford English Dictionary)
Estudos recentes em psicologia tem nos ajudado a entender um importante processo do cerebro, a intuição, também chamado de conhecimento tácito. Por que falar de intuição, aqui no blog? Um designer precisa saber intuir sobre uma solução, além de validá-las. Ele precisa intuir sobre qual a melhor solução para um determinado problema.
Nem em todo o momento e nem todas as idéias são testadas no processo de design, mesmo na abordagem centrada no usuário. E a atividade principal continua sendo a mesma: criar soluções satisfatórias. E neste processo, o designer conta com sua intuição a maior parte do tempo. E para desmistificar um pouco o termo (que normalmente carrega um sentido mistico e sobre-humano), vejamos do que se trata a intuição, do ponto de vista científico:
… the human brain has dual systems for receiving and analyzing sensory impressions, one conscious and one unconscious. In the unconscious, that is the non-declarative system, our sensory impressions are compared with previously stored images. We all have an inner picture book of stored experiences based on what has happened to us previously in life. We also remember the outcome -¬ did it end well or badly? With the aid of these stored sensory impressions, we unconsciously assess the situation at hand and can predict the outcome… (ScienceDaily, 2008)
Ou seja, tem a ver com experiência, é o processo que combina dois componetes: memória + sistema sensorial. Em outras palavras conseguimos “intuir melhor” quando usamos nossa memória para predizer uma certa situação e tomar decisões acertadas em cima disso. E memória tem a ver com percepção: armazenamos melhor informações que foram captadas utlizando uma gama maior dos sentidos (olfato, audição, tato, visão, paladar)
Intui melhor, portanto, quem exercita o sistema sensorial, observando o mundo ao redor, quem aprende com as próprias experiências… O que me leva a crer que ao adotar uma abordagem centrada em pessoas no design, – Design thinking – , estamos elevando a nossa capacidade de intuir. Observamos pessoas para entender suas necessidades, geramos idéias e aprendemos com os erros e problemas. Neste processo adquirimos conhecimento tácito, exercitamos nossa capacidade de observar e perceber o mundo (sistema sensorial), potencializando por sua vez a memória e nossa capacidade de predizer como os usuários irão utilizar um produto, intuindo cada vez melhor…

Aprenda mais sobre intuição:
A Dualidade da mente: a intuição e o intelecto
Intuition can be explained
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Qual é a sua abordagem de design? Se você mora no Brasil e assim como eu é formado em design em uma faculdade tradicional de design do país, você provavelmente exerce ou já exerceu a abordagem do Genius Design…
O que é o Genius Design? Segundo Dan Saffer existem 4 abordagens para o processo de design de qualquer tipo de produto: O Design Centrado no Usuário, o Design centrado na atividade, o Systems Design e o Genius Design. (Veja tabela comparativa abaixo). (mais…)
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Usabilidade faz o mundo funcionar melhor
Confira o que profissionais e pesquisadores que investem em usabilidade tem a dizer, em um dia feito exclusivo para troca de idéias e conhecimento sobre o tema.
Programação do evento no site: http://diamundialdausabilidade.com.br/
Eu e Leandro Alves faremos uma palestra sobre métodos ágeis e boas práticas de design de sistemas centrados nos usuários.
Aguardo vocês lá!.
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O que realmente importa para crianças? Certamente são as emoções. Mas o desafio esta justamente em medí-los…
Abaixo, algumas lições aprendidas na apresentação: International Conference on Interaction Design & Children.
(Ferry den Dopper, 2002)
* Through storytelling children learn to express themselves and make sense of the external world. Through collaboration children can negotiate their interpretations with others. Construction is an activity of negotiation that starts in early childhood and characterizes the whole of human life. (Bruner, 1996)
As motivações das crianças são diferentes das dos adultos. Elas tem desejos e expectativas diferentes. As métricas de “satisfação do usuário” tradicionais não são adequadas às crianças. Já a “diversão”…
No entanto “diversão” não é um “métrica de usabilidade”. Mas pode ser um requerimento de produto e de experiência de usuário.
3 Dimensões da diversão:
• Expectativa
• Comprometimento
• Duração
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Qual a melhor forma de entender as necessidades dos usuários? Perguntando? Observando? Existe uma técnica melhor que outra?
Eu tenho dito que normalmente a resposta depende da pergunta que você quer responder, mas tenho observado e concluído que para antecipar uma visão, criar produtos novos, você precisa ir muito além de perguntar, observação é uma das mais conhecidas e aceitas técnicas para detectar oportunidades de inovação. E por quê? Muito provavelmente, pelo fato de que perguntando, as pessoas não respondem o que querem, elas respondem o que elas pensam que você quer que elas respondam. O que muda tudo.
E tem, ainda, outro fator importante: As pessoas conseguem detectar o problema e não a solução. Se elas dizem “eu odeio este verde desta página, ou adoro pink”, não quer dizer que você deve “ouvir os usuário – e- seguir -a – risca – o que dizem” mas sim entender o que está por tras disto. Neste caso por exemplo, o que eles querem dizer é que prestam atenção as cores, que isto é importante para eles. Cabe ao designer ou pesquisador interpretar as necessidades reais e questões que estão por tras das respostas dadas. Já a solução cabe ao designer.
Observando é possível detectar padrões de comportamentos, detectar como o ambiente é modificado pela ação e tarefa que as pessoas desempenham e ainda inspirar idéias.
Como faz o Filipe Levi em seu blog. Capturando imagens do dia a dia das pessoas. Observação levanta dados qualitativos que podem ser valiosos tanto para projetos de futuro quanto para avaliar o presente.
Há algum tempo venho pensando e tentando formular uma opinião coerente quanto a isto. E pesquisando encontrei alguns pensamentos interessantes que posto a seguir. (a maioria vem da lista de discussão do IxDa) (mais…)
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Importantíssimo post! Tive de colocar aqui, um trecho, desta entrevista com o Designer da Times que fez total sentido para mim, que vim do “tradicional design”. Ele fala da tendência do design tradicional em se adaptar ao novo foco que as novas tecnologias vem acrescentando ao design e da importância da participação do usuário no design de produtos interativos, como a web por exemplo.
You’ve talked about the clash between traditional and new design and designers. What is the clash?
Well, I think there are two ideas conflated there. First, there’s a clash between traditional design and the new paradigm of digital media, where a lot of the truisms that once held firm now seem disputed, ignored, or irrelevant. But then there’s a clash between traditional practitioners of design and new practitioners—and there I don’t think it’s a clash so much as it is a gap. These two groups, who are actually covering very similar territory, think of themselves as separate and distinct. I think that’s the problem.
Leia a entrevista completa no Business Week.
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Saber quem são os usuários é um bom começo para entender como projetar produto e serviços para eles.
Abaixo um mini “checklist” que tem me ajudado bastante. (Elaborado durante uma das aula do curso de Design de Interação).
Descobrir:
- necessidades dos usuário, que podem ser conscientes ou inconscientes. Nem sempre se descobre perguntando.
- características físicas dos usuários. (Que sejam relevantes ao projeto)
- estilo de aprendizado. Com qual tecnologia ou estilo de interação os usuários estão mais acostumados?
- o que querem alcançar? Pensar nos objetivos das pessoas.
- como realizam as tarefas?
- como aumentar a produtividade deles.
- medir o padrão de qualidade deles. Qual a expectativa de qualidade. Qual o padrão de qualidade?
Nos próximos posts irei mostrar alguns casos de estudos onde apliquei técnicas para identificar alguns dos ítens listados acima…
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Outro dia li um post na Boxes and arrows sobre modelos mentais e lembrei das palestras “O processo Criativo” do Charles Watson em que ele fala, entre milhões de outras coisas interessantes, sobre modelos mentais e interfaces.
Ele dizia sobre os 3 modelos existentes…
3 modelos conceituais e mentais estão intrinsicamente envolvidos no processo de design de qualquer artefato.
1- o modelo mental do designer (como o designer vê o mundo),
2 – o modelo conceitual da interface (que é a tradução de como o designer vê o mundo) e
3- o modelo mental do usuário (interpretação do usuário de como o artefato funciona).
O vácuo que existe entre esses três modelos é na maioria das vezes enorme… Um buraco negro. Por quê? Simplesmente porque muitos designer e desenvolvedores não se dão conta desta diferença e projetam com base nos seus próprios modelos. Dentre tantas outras questões, tenho para mim, que esta é o calcanhar de aquiles dos designers. O designer de interação é o cara que veio para tentar fazer as pazes entre todos esses 3 modelos. Ou seja, a função dele é a de entender o modelo conceitual dos usuários para, enfim, traduzi-lo em um modelo de interface adequado. É por isto que digo que antes do Designer de Interação e da metodologia de design centrado no usuário aparecer na minha vida, eu exercia o design centrado no designer….
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Princípios do design centrado no usuário, resumidamente:
- usabilidade (facilidade de uso)
- feedback
- restrição (simplicidade de escolhas/ações, diminuir chance de erro)
- mapeamento (modelo conceitual do objeto deve ser o mais próximo do modelo mental do usuário)
- consistência
- affordance
Príncipio básico iterativo:
Envolver usuário no processo de design
FAZER > TESTAR > FAZER…
aula do Prof. Daniel Alenquer
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A santa máquina…

Mais uma pérola da minha mãe:
falando sobre modernidade…
“Realmente a modernidade é excelente… trás coisas muito boas… Para mim, a máquina mais importante foi a máquina de lavar… já pensou?! Agora mesmo, eu poderia estar esfregando, lavando, enxugando, ao invés disso eu já fiz minha caminhada, já dei meu passeio e pude ler um livro… modernidade é bom de mais!”
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