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Bike pra que te quero?! A experiência de uma novata.

Influenciada por novos estilos de vida e uma vontade sincera de trocar o carro pela bike, pelo menos, nos finais de semana, lá fui eu comprar uma bike. Gente, sinceramente! Mas que dificuldade! Não sabia o desafio que me esperava, mas a motivação era maior (felizmente para as marcas de bike) pois a chance de eu ter desistido era grande.

Contei aqui para vocês, alguns dos desafios dessa experiência de usuária: Continue lendo

Papa pilhas ou papa lixo?

Papa pilhas ou papa lixo?

Papa pilhas ou papa lixo?

Isto da foto fica no Super Nosso (supermercado “requintado”) em BH. A idéia é boa: deposite, nesta caixinha bonitinha suas pilhas e seja uma pessoa melhor contribuindo para o bem estar ecológico de todos nós. Mas, então, por que, diabos, não funciona? Por que dentro desta caixinha tem tudo (papel, copinho de plástico, comida, lixo…), exceto pilha?

Muito difícil? Alguém arrisca? ; p

Sugestões de solução

Esta é a idéia sugerida pelo colega Humberto Massa:

Idéia do H. Massa

Idéia do H. Massa

Apesar da placa de aviso ser imensa, (hehehe) resolve boa parte dos problemas de “affordance” porque 1-é transparente, então é possível ver que contém pilhas e não lixo; 2-o campo de leitura está no nível do usuário o que pode facilitar o entendimento e leitura das instruções e 3-diminui a metáfora do lixo, o que pode ajudar o usuário a distinguir para que serve, antes de jogar algo dentro.

Mais idéias?

Agora só falta fazer um protótipo em papelão e colocar no Super Nosso para testarmos? ;-)

Meu “querido” secador de cabelos

Uso irreal projetado

Uso irreal projetado

Existe uma distância entre o uso projetado e o uso real que fazemos dos objetos. Pelo visto, o meu secador não leva em consideração as necessidades reais de seus usuários e tão pouco o modo real como a maioria de nós mulheres o usamos.

Quando queremos secar o cabelo e ao mesmo tempo escová-lo (atividade comum entre os “sem tempo para ir ao salão”) é quase impossível segurar um objeto pesado e barulhento em uma das mãos e ao mesmo tempo uma escova na outra (pois é assim que muitas de nós o usamos).

A atividade exige coordenação motora, esforço, paciência e atenção, já que a chance de queimar o cabelo fica ainda maior quando feito desta forma. Esta parece ser a forma normal esperada pelos criadores deste objeto – o uso projetado. Mas não é bem assim que acontece na realidade.

Lá em casa, por exemplo, todas usamos desta forma (veja imagem abaixo): penduramos o secador no suporte de toalha, ligamos o secador na tomada (já que os dois ficam próximos). Desta forma é possível aproximar o cabelo do secador e com as mãos livres usar a escova enquanto seca. Ufah!

Uso real do secador de cabelo

Uso real do secador de cabelo

Não sei bem se é só lá em casa que usamos dessa forma ou se foi herança de comportamento, mãe que passa para filha que passa para neta, etc… Mas o fato é que essa “adaptação no uso” acaba por tornar a tarefa possível. Curiosidade: alguém mais faz isso?

Mas existem vários problemas: como ele é pesado, ele cai do suporte, a posição em que ele fica não permite secar direito todas as partes do cabelo, etc…

Certamente existem outros modelos mais modernos e ainda melhores que facilitam a atividade e provavelmente não é todo mundo que usa dessa forma, mas o fato do meu secador não me ajudar em nada na atividade de secar meu cabelo da melhor forma possível, me fez pensar na questão. (ok, irei comprar um melhor)

Se for verdade que a maioria faz este tipo de “adaptação” porque não adaptar o seu design de forma a dar melhor suporte na forma como é usado? Seja vindo com um suporte para prendê-lo na parede, seja sendo mais leve, com um adaptador de escova (alguns já vem com isso), com um formato mais adaptável às mãos, etc…

Quantos outros objetos não levam em consideração o uso real que fazemos dele?

“Usabilidade pública”

intervenções

As pessoas modificam o ambiente e os objetos onde vivem seja para facilitar a própria vida, para adaptá-lo a um estilo de vida, para personalizá-lo, etc. Passeando um dia desses, me deparei com esta máquina. A máquina (fotografada e postada a seguir), mesmo que inativa, é prova dessas modificações inusitadas, engraçadas, bizarras, para alguns, úteis (?) para outros…

A verdade é que, aleatoriamente, me lembrei de vários conceitos de usabilidade, interação, algumas heurísticas e princípios de design de interação e saí “colando por aí”…

Tá dificil interagir com a tv!

Compraram um Tv Lcd nova la para a sala! Legal… como estava sem “antena” (que coisa mais antiga) e sem o aparelhinho digital (que custa ainda quase metade do preço da tv), fui testar a configuração, interaface de tela, controle… essas coisas que só mesmo uma designer de interação para ter paciência e curiosidade para isso …. Bom a primeira tela foi esta “coisa” aí de baixo:

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Pérolas do dia a dia

A santa máquina…

A santa máquina

Mais uma pérola da minha mãe:

falando sobre modernidade…

“Realmente a modernidade é excelente… trás coisas muito boas… Para mim, a máquina mais importante foi a máquina de lavar… já pensou?! Agora mesmo, eu poderia estar esfregando, lavando, enxugando, ao invés disso eu já fiz minha caminhada, já dei meu passeio e pude ler um livro… modernidade é bom de mais!”