Conclusões interessantes as do estudo conduzido pelo neurocientista americano Gary small, diretor do Centro de Pesquisa em Memória e Envelhecimento da Universidade da Califórnia (UCLA): A internet não muda somente a forma como interagimos, produzimos, criamos e nos comunicamos. Ela altera o funcionamento do cérebro.
If you think our incessant use of the Internet, Blackberrys, iPods, text-messaging and video games has changed our lives and our children’s lives, here’s some breaking news: Technology has not only altered our lives, it’s altered our brains.
Um dos motivos, afima o pesquisador, é a enxurrada de estímulo que é frequente e muito maior quando estamos diante na internet do que quando sentamos para ler um livro, por exemplo. “Nossos circuitos cerebrais são formados por conexões entre os neurônios, chamadas de sinapse. A todo momento, esses circuitos respondem às variações do ambiente.”
De maneira geral, o uso da internet tem resultados positivos para o funcionamento do cérebro. No entanto, como era de se esperar, as consequências podem ser tanto positivas quanto muito negativas, tudo depende da forma como nos expomos e do nível de exposição diante das tecnologias digitais.
Consequências positivas
- Reforço das habilidades tecnológicas
- Aumento significativo da atividade cerebral, o que significa que isso nos permite fazer mais como o nosso cerebro, gastando menos energia.
Consequências negativas
- Redução da habilidade para o contato social.
Tecnicamente há um reforço e uma estimulação maior nas áreas do cerebro associada a habilidades tecnológicas (lobos frontal, parietal e temporal), mas as áreas relacionadas a habilidades sociais são negligenciadas como a capacidade de captar detalhes durante uma conversa, reconhecimento de expressão, postura corporal, gestos e nuances no olhar.
- Diminuição do nível de atenção e hiperatividade.
Ficamos sem tempo para refletir, contemplar ou tomar decisões ponderadas
- Vício tecnológico; em alerta permanente alimentado pelo vício de estar “conectado”
E quem são mais afetados pela exposição excessiva?
Jovens certamente, seu cerebro ainda não desenvolveu plenamente seu lobo frontal, area que controla pensamentos mais complexo e capacidade de planejamento.
Diferença cognitivas entre gerações
Os nativos digitais (jovens) são melhores ao tomar decisão rápida e ao agrupar grande volume de estímulos. Os mais velhos foram treinados de maneira diferente, fazem as tarefas passo a passo e sempre uma por vez.
Como será o cerebro no fututo, segundo o pesquisador:
- Haverá a capacidade de estimular e monitorar a atividade de células cerebrais individuais (por meio de proteínas fotosensíveis, controladas por lazer)
- Possibilidade de corrigir nosso circuito neural por meio de controles remotos, o que significa podermos conectar nossa mente aos computadores, fazendo com que “máquinas entendam nossos comandos”. – Temas que domina a ficção científica por muitos anos.
