O que realmente importa para crianças? Certamente são as emoções. Mas o desafio esta justamente em medí-los…
Abaixo, algumas lições aprendidas na apresentação: International Conference on Interaction Design & Children.
(Ferry den Dopper, 2002)
* Through storytelling children learn to express themselves and make sense of the external world. Through collaboration children can negotiate their interpretations with others. Construction is an activity of negotiation that starts in early childhood and characterizes the whole of human life. (Bruner, 1996)
As motivações das crianças são diferentes das dos adultos. Elas tem desejos e expectativas diferentes. As métricas de “satisfação do usuário” tradicionais não são adequadas às crianças. Já a “diversão”…
No entanto “diversão” não é um “métrica de usabilidade”. Mas pode ser um requerimento de produto e de experiência de usuário.
3 Dimensões da diversão:
• Expectativa
• Comprometimento
• Duração

13 respostas Até agora ↓
Filipe Levi // Junho 7, 2008 às 3:43 pm |
Oi, Karina! Esses textos trazem propostas de como se medir a diversão com crianças (há outros):
Evaluating fun and usability in computer games
with children
http://alexandria.tue.nl/extra2/200513731.pdf
All work and no play: Measuring fun, usability, and learning in software for children
http://www.sciencedirect.com/science?_ob=ArticleURL&_udi=B6VCJ-4HX47B7-1&_user=10&_rdoc=1&_fmt=&_orig=search&_sort=d&view=c&_acct=C000050221&_version=1&_urlVersion=0&_userid=10&md5=1f60929a1a638e86592b79ffd631e8a0
[]’s,
Filipe
Filipe Levi // Junho 7, 2008 às 3:44 pm |
Oi, Karine! Esses textos trazem propostas de como se medir a diversão com crianças (há outros):
Evaluating fun and usability in computer games
with children
http://alexandria.tue.nl/extra2/200513731.pdf
All work and no play: Measuring fun, usability, and learning in software for children
http://www.sciencedirect.com/science?_ob=ArticleURL&_udi=B6VCJ-4HX47B7-1&_user=10&_rdoc=1&_fmt=&_orig=search&_sort=d&view=c&_acct=C000050221&_version=1&_urlVersion=0&_userid=10&md5=1f60929a1a638e86592b79ffd631e8a0
[]’s,
Filipe
Frederick van Amstel // Junho 9, 2008 às 7:34 pm |
A pergunta que fica na minha cabeça não é como medir e sim por que medir?
Será que todos os softwares, jogos ou brinquedos precisam ser super-ultra-divertidos? Será que não existiria variabilidade entre as diferentes sensações que classificamos como diversão? E a relação da diversão com a situação social, pode ser medida também?
Dizer que uma pessoa/artefato é, a meu ver, divertida é uma coisa, agora dizer que uma pessoa/artefato tem um grau de “divertibilidade” de 70% na avaliação média das pessoas que interagiram é ridículo.
Eu pessoalmente, não acho possível nem útil ao processo de design medir diversão. Acho que é um aspecto que deve ser lidado mais com subjetividade do que com objetividade.
karinedrumond // Junho 9, 2008 às 9:21 pm |
Será que todos os softwares, jogos ou brinquedos precisam ser super-ultra-divertidos?
Pois é, acho que a questão, não é bem o grau mas talvez o fato de este ser um requisito / meta do projeto ou não. Se deve ser ou não vai depender da finalidade do produto, usuários, contexto etc… E se ele for um requisito, eu acho que é interessante sim, existir formas de avaliá-lo em um processo de design.
Mas a minha questão, no momento, é a de entender os aspectos que diferenciam e que influenciam o processo de concepção e avaliação de produtos para crianças. As diferenças que existem em relação aos produtos para adultos. Principalmente em métodos de pesquisa e processos avaliativos.
Diversão, dentre outros é um desses aspectos. Quando digo da importancia de entender diversão é no contexto de produtos para crianças.
Mas eu acho importante entender o que é realmente importante para as crianças para saber avaliar. Na verdade avaliar pode ser uma palavra melhor do que “medir”…pois “avaliar” entram também os aspectos de subjetividade.
Raquel // Junho 10, 2008 às 5:40 pm |
Oi Karina, cheguei aqui pelo blog do Amstel e também estou discutindo esta questão em meu trabalho, com o nome de “motivação”.
A intenção é que a criançada queira fazer nossas atividades!! (e de preferência por características da própria atividade…)
Peguei as referências que vocês passaram, se puder me mandar mais alguma coisa (como é a métrica tradicional?) agradeço!!
karinedrumond // Junho 10, 2008 às 9:11 pm |
Ei Raquel,
Acho que seria interessante também você conhecer um pouco sobre características de desenvolvimento infantil, você já leu alguma coisa sobre Piaget, Visigotsky, esses psicólogos do desenvolvimento?
Porque Piaget por exemplo tem uma forma que eu acho “bem didática” de classificar as características do desenvolvimento infantil por faixa etária…entendendo o processo em que elas se encontram talvez ajude a identificar que tipo de atividade é importante e interessante para ela naquela etapa.
Tem uma idade do faz de conta (brincar de boneca e casinha etc) da exploração dos sentidos, época da exploração da linguagem etc… entao o interesse delas vai variar muito conforme a faixa etária e ainda perfil social, cultural, etc…
Acho que talvez a melhor maneira para você é fazendo testes exploratórios, observando elas no ambiente natural… e observando as reações conforme a faixa etária delas…
Tem vários estudos neste sentido para design de brinquedos…
Se você puder explicar mais exato do que se trata seu trabalho talvez eu tenha mais artigos e referências
Espero que ajude, até!
karinedrumond // Junho 10, 2008 às 9:17 pm |
Opah só completando…
Mas antes de fazer testes primeiro tente identificar o perfil delas, quem são, faixa etária, o que gostam de brincar, como se divertem, como passam o tempo, quais brinquedos, etc… e quando for fazer testes exploratórios escolha perfis de crianças o mais parecido possível com o público alvo…
Frederick van Amstel // Junho 12, 2008 às 1:43 am |
Se você pretende trabalhar com crianças em IHC, a referência mais conhecida é a Universidade de Maryland:
http://www.cs.umd.edu/hcil/research/education.shtml
Eles enfatizam muito mais a criação conjunta com as crianças do que avaliações formais. Esse relatório dá todas as dicas:
http://www.cs.umd.edu/local-cgi-bin/hcil/rr.pl?number=98-03
No Brasil, uma estudante da Unicamp adotou essa metodologia na criação de um portal: http://libdigi.unicamp.br/document/?code=vtls000290980
E eu para criar jogos com meu filho:
http://usabilidoido.com.br/design_participativo_com_uma_crianca_meu_filho_.html
Muito mais importante do que o produto ser divertido é o processo de criação do produto ser divertido.
karinedrumond // Junho 12, 2008 às 12:34 pm |
Essas referências são ótimas Fred, Valeu… algumas eu já conhecia principalmente as de Druin… (por causa da minha monografia)
Design participativo é “o que há” para design para crianças.. achei uma vez uma frase assim: “Making technology for kids without working directly with them, is like making clothes for someone you don’t know the size of.”
(Thomas)
Ainda sobre design participativo olha que bacana esse “clube” do laptop: http://www.themorningnews.org/archives/galleries/the_laptop_club/02tlc.php
Vocês já conheciam? Bem legal as idéias que surgem dali…
Raquel // Junho 12, 2008 às 2:43 pm |
Oi Karina, conheço estes autores (minha formação é em psicologia, trabalho com crianças com dificuldades de aprendizagem! ou melhor: crianças com dificuldades de aprendizagem pelos métodos tradicionais
)
Compartilho com vocês a idéia de que a participação (especialmente na contrução) seria uma boa fonte de diversão!
Mas meu objetivo principal não é a diversão, mas a aprendizagem. Me interessei especialmente pelo artigo que o Filipe colocou o link: All work and no play: Measuring fun, usability, and learning in software for children.
Fred,
Gostei muito do trabalho da universidade de maryland, estou dando uma olhada! Obrigada
karinedrumond // Junho 12, 2008 às 3:00 pm |
Ei Raquel que legal!
Olha só, tem esse site aqui também com muitos bons artigos sobre participação de pessoas na construção de produtos http://maketools.com/
da Liza Sanders.
Quais os métodos que você tem aplicado onde você trabalha, além dos tradicionais? Conte para a gente sua experiência…
Raquel // Setembro 16, 2008 às 12:53 am |
Oi Karina e Filipe. Lembrei de vocês neste artigo:
http://www.gamasutra.com/features/20070116/rigby_01.shtml
Karina, com métodos tradicionais me refiro às aulas, professor falando, aluno copiando.
Desenvolvo em meu mestrado um programa de ensino de leitura. Vou dar uma olhada nesse outro site que vc passou. Obrigada.
karinedrumond // Setembro 16, 2008 às 5:15 pm |
Ei Raquel, obrigada pela referência vou ler com calma, comecei a ler mas dps vi que tinha mais paginas…
E o seu trabalho com as criancas? Voce já botou alguma coisa em prática? Como ta indo a experiência? O que tem aplicado?