Designing for Humans

Produtividade, nós usuários e as ferramentas

Junho 25, 2009 · 17 Comentários

Foto da minha área de trabalho

Foto da minha área de trabalho

Pensando sobre produtividade no trabalho, cheguei a seguinte questão: Será que nos tornamos, mesmo, de fato, mais produtivos enquanto nossos browsers, softwares, websites, celulares, redes sociais, etc nos oferem múltiplas opções, múltiplas funcionalidades, interfaces múltifacetadas, flexibilidade de navagação, vários caminhos para se chegar a um mesmo lugar, suportando as nossas “supostas” multi-pli-cadas-tarefas?

Ou, será, que estaríamos nos tornando ainda mais confusos, ainda mais ansiosos, ainda mais viciados e acabando o fim do dia com a sensação de que estamos ainda mais esgotados e da familiar impressão de “nossa não terminei nem metade do que tinha para fazer”?

Algo tem me levado a questionar a primeira opção e observar mais atentamente a segunda.

Como eu sei que esta é um questão um pouco mais profunda e complicada de responder, deixo aqui apenas algumas reflexões que, generalizadas, dizem respeito somente ao meu comportamento que venho observando.

Isso, de produtividade e ferramentas, não é uma questão nova para mim, há algum tempo temos tentado métodos de organização pessoal, como o GTD, e outros e sempre que acontece, de termos, eventualmente, algum problema com produtividade ou falta de organização, temos uma certa tendência de culpar as ferramentas (talvez por sermos designers e programadores e lidar com o projeto de ferramentas tecnológicas no nosso dia-a-dia, esperamos delas, eficiência, facilidade, etc) e por outro lado, não questionamos quanto ao nosso comportamento, aí me vem a dúvida: O quanto as ferramentas são culpadas por não apoiar nossas atividades? E quanto, de outro lado, nós é que não temos nos esforçados para mudarmos nosso modelo mental de como as coisas funcionam e adequarmos também o nosso comportamente de forma a realizarmos as tarefas de uma maneira melhor?

É facíl perceber após parar para pensar, que um equilíbrio é necessário entre estas duas forças, a força da ferramenta sobre nosso comportamento, contra a força do nosso comportamento sobre as ferramentas.

Voltando para alguns exemplos práticos sobre produtividade e as ferramentas do dia-a-dia. Pare e pense, quantas vezes você já se viu no meio de uma aba, no seu navegador, que você não se lembrava do que exatamente estava fazendo? Ou quantas vezes abriu abas que não lembrava exatamente qual a próxima ação, porque, diabos, elas estavam abertas?

Ou ainda, parou no meio do fluxo de uma atividade para conferir sua caixa de e-mail, viu que tinha um e-mail interessante/importante e parou para responder, ou seja, começou numa tarefa e terminou em outras, mais confuso que nunca.

Quantas vezes lendo um site, ficou confuso sobre qual link clicar, já que existiam tantas opções que pareciam levar para o mesmo lugar? Será que eu digito nessa caixa de busca? Mas parece ter aqui do lado uma tag parecida com o que eu procuro, será que clico aqui? Há ainda este menu que pode me levar onde quero… e esse “saiba mais” humm…. Ou mesmo, mais simples, ainda, já leu um artigo na web, que continha tantos hiperlinks no texto que para ler todas as referências e diversas páginas referenciadas gastaria muito mais tempo que para ler todo o texto?

Bom, acho que já deu para perceber onde quero chegar. Acredito que seja papel nosso, os que trabalham com tecnologia, de alguma forma, encontrar meios de equilibrar e conciliar estas questões: O que significa, mesmo, suportar multitarefa? Será que significa oferecer o máximo de opções para o usuário? Será que dessa forma estamos mesmo contribuindo para a produtividade, engajamento, satisfação ou estamos contribuindo para o cansaço, o stress, fadiga e esta insistente ansiedade dos nossos dias, que não parece acabar nunca?

E lembrar do trabalho equilibrado entre as forças; que não apenas as ferramentas moldam a forma como nós enxergamos o mundo, nós também podemos moldar nossos comportamentos para melhor utilizar nossas ferramentas.

Se ficar curioso para ler mais sobre o “lado negro” da tecnologia da informação e suas implicações para os usuários, leia também este post: http://ow.ly/15G5xE que deu origem a este meu.

E aqui também tem outros pensamentos sobre o assunto, mais diretamente relacionado a abas e navagação hipertextual, do ponto de vista do usuário: http://www.faberludens.com.br/pt-br/node/1625

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Each one on its own square – Mozilla Labs Design Challenge

Junho 22, 2009 · 3 Comentários

Terminou ontem o Mozilla labs Design Challenge e a nossa idéia foi, enfim, enviada às 23:57, de ontem, Uffh!

sketching the user experience - sketcht, storyboard e prototipação rápida

Making off

“Cada um no seu quadrado” é um conceito de browser para suportar multitarefa e melhorar a produtividade do usuário. Um “novo conceito para abas” de navegador.

Confira as fotos no flickr da Latitude14 (http://www.flickr.com/photos/latitude14/sets/72157620154630306/) e o vídeo abaixo.

Curiosidades

A finalização do conceito, produção do protótipo, filmagem e pós-produção gastaram entre 5 e 6 horas… O brainstorming, que foi a etapa anterior, consumiu algo entre 2 e 3 horas. Se não fosse a cerveja e tira gostos, diria que a prototipação em papel é uma técnica extremamente barata. :)

Fique a vontade para comentar, criticar, questionar!

Each one on its own square

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Observando o usuário – Etnografia aplicada

Junho 20, 2009 · 3 Comentários

Etnografia aplicada
A etnografia consiste em um método derivado da antropologia e significa literalmente “descrever a cultura”. É praticada nas ciências sociais a fim de investigar a organização sociais  para compreender a organização do trabalho. Objetiva encontrar a ordem, padrões em uma atividade. Hoje, vê-se uma aplicação da etnografia no contexto do design, um exemplo é a empresa IDEO, que vem a algum tempo, explorando esta técnica para geração de idéias, insights sobre as necessidades dos usuários, tanto para design de produtos quanto de serviços visando sempre a inovação.
Características da etnografia
Acontecem em ambiente natural;
É aberto as mudanças e refinamento conforme a coleta de dados corre no tempo. É iterativo;
Combina métodos como observação e entrevistas abertas e mais livres;
Tem objetivo de ser mais exploratória que avaliativo; e
Tem um foco em descobrir o ponto de vista “nativo” do usuário/consumidor/indivíduo.
Vantagens da etnografia aplicada
Pode levar mais tempo e ser mais cara que outras técnicas de pesquisa qualitativa, no entanto, pode atingir um nível profundo e mais ricos de insights e conhecimento sobre usuários potenciais e suas necessidades.
Quando ela é recomendada
Fase inicial de desenvolvimento de produtos
É indicada quando o objetivo é explorar necessidades emergentes e ainda desconhecidas para gerar idéias de novos produtos.
Pode ser usada também para entender como os usuários de um perfil específico usam o produto no dia-a-dia para recomendações de possíveis melhorias e inovações.
Benefícios
Etnografia aplicada é uma excelente forma de descobrir a diferença que existe entre o que as pessoas dizem e o que elas realmente fazem no dia-a-dia, pois combina técnicas que visam explorar o que pessoas dizem, fazem e como usam.
Treinando a observação
Este exercício, a seguir, foi transcrito do livro “Design de Interação”. Fiz o exercício e sugiro a você, fazer também.
Pare de ler este post e observe ao seu redor. Onde quer que esteja, são muitas as chances de você poder ver e ouvir muitas outras coisas e pessoas. Comece a fazer uma lista do que você observa e, quando as coisas mudarem ou as pessoas se moverem, escreva o que aconteceu e como aconteceu. Por exemplo, se alguém falou, como parecia a sua voz? Irritada, calma, sussurrante, feliz? Passe alguns minutos observando tudo o que for possível.
Depois, pense sobre as mesmas observações, mas comece a interpretá-las: imagine que você tenha que dispor em categorias os principais itens ou pessoas que você consiga enxergar. Quão fácil é ir da descrição detalhada para uma mais abstrata?
Exercício:
Contexto observado: minha irmã esperando pelo namorado que irá buscá-la dentro de algumas horas e sua escolha aleatoria (ou não) de algumas atividades para passar o tempo.
… é tarde de sábado e ela está esperando o namorado passar para buscá-la.
Entra no orkut, clica na página do seu scrapbook, vê as mensagens, depois vê as mensagens escitas por amigos. Navega por fotos dos amigos, o que mais chamou atenção dela foram fotos de arraias de um conhecido. “A blusa dele está super combinando com os peixes” – Achou engraçado.
Volta na home e parece não saber onde clicar mais.. fica pensativa, parece querer clicar nas suas fotos, clica no seu album de fotos, abri as fotos do namorado. Entra no perfil do namorado, vê scraps deixados, entra no perfil de um amigo do namorado. Fecha repentinamente o browser. Parece ter concluído o que fora fazer no orkut. Fecha o computador. Sai cantando, vai ao banheiro. O computador não foi desligado totalmente, apenas a torre foi desligada. O monitor ainda mostra a mensagem “Verif Sinal”.
Pega uma revista de arquitetura para ler, acende a luz da sala, senta no sofá ao lado da irmã em frente à televisão (desligada). Ainda possui luz do dia mas é final de tarde, logo logo irá escurecer. Um passaro canta lá fora, barulho do avião.
Telefone toca: “Por quê? o que aconteceu” pergunta. – “Tão tá, tchau”. O namorado falou que vem um pouco mais tarde. Será que ela pensa agora, em o que fazer até ele chegar? Continua a ler um artigo sobre Bauhaus…
Após alguns minutos de leitura, volta ao orkut, vê fotos de outras amigas. Fecha orkut. Abre pasta de fotos, procura fotos de infância. “Que cara de joelho” – diz em relação a uma foto dela quando recém nacida. Sai da sala… volta com um misto quente nas mãos, liga a televisão, passa jogo do botafogo e vitória…
Uma análise posterior do relato me permite concluir que ela escolheu como estratégia para passar o tempo as atividades de ver fotos de amigos no orkut, ler revista, comer e ver tv…” A atividade no orkut parece repetitiva e de natureza extremamente exploratória, por exemplo ela começa entrando no seu scrapbook e vai clicando nos links de acordo com o que chama mais atenção, seja uma foto ou uma mensagem mais curiosa, parece não existir um fluxo previsível das ações
Conclusão
A etnografia é uma técnica interessante para desenvolvimento de produtos, especialmente de inovação, ainda é pouco utilizada no design de produtos, no Brasil, o que significa ser uma oportunidade para podemos aprender com o que é feito lá fora e também procurar formas de integrá-la ao nosso contexto.
O quanto podemos inferir sobre o perfil de uma pessoa apenas pela observação e descrição de seus hábitos e comportamentos? Note que não é difícil supor a faixa etária, estilo de vida e possíveis hábitos do indivíduo acima observado, a partir de um simples e curto relato de uma observação como a do exemplo.
Fica, então, uma reflexão. O quanto um designer/projetista/desenvolvedor pode aprender sobre o uso de um produto ou serviço apenas observando como as pessoas se comportam e interagem com os mesmos? Quantas idéias novas podem surgir a partir desta atividade? E você acha válido, já aplicou etnografia, de uma forma ou de outra, em seu projeto?
Aprenda mais sobre etnografia aplicada
Etnografia aplicada por uma consultoria em human-dentered-desgin (Netherlands)
http://www.p5consultants.com/applied-ethnography-53.html
An Applied Ethnographic Method for Redesigning User Interfaces
http://hcil.cs.umd.edu/trs/95-07/95-07.html
Ethnography in the field of design
http://findarticles.com/p/articles/mi_qa3800/is_200001/ai_n8895749/
Coletânea de vários artigos sobre o tema
http://deyalexander.com/resources/uxd/ethnography.html

Etnografia aplicada

Pessoas

Fonte: http://www.juliacurtiss.com/

A etnografia consiste em um método derivado da antropologia e significa literalmente “descrever a cultura”. É praticada nas ciências sociais a fim de investigar e compreender a organização social do trabalho (estrutura, regras e modos de organização). Objetiva encontrar a ordem, padrões em uma atividade. Hoje, vê-se uma aplicação da etnografia no contexto do design, um exemplo é a empresa IDEO (veja este artigo da Businessweek de 2006), que vem a algum tempo, explorando esta técnica para geração de idéias, insights sobre as necessidades dos usuários, tanto para design de produtos quanto de serviços visando sempre a inovação.

Características da etnografia

  • Acontecem em ambiente natural;
  • É aberto as mudanças e refinamento conforme a coleta de dados corre no tempo. É, portanto, iterativo;
  • Combina métodos como observação e entrevistas semi estruturadas;
  • Tem objetivo de ser mais exploratória que avaliativo; e
  • Tem um foco em descobrir o ponto de vista “nativo” do usuário/consumidor/indivíduo. Manter a leitura →

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Mini Interaction Designer: Brincando de prototipar

Maio 26, 2009 · 4 Comentários

Alguém duvida que Willian é um pequeno grande interaction designer?

Não é a primeira vez que vejo crianças envolvidas em projetos de tecnologia. E o motivo é simples: crianças são naturalmente inovadoras, “não tem medo de correr riscos” e criatividade é algo tremendamente natural ao seu comportamento.

Vejam alguns projetos sociais que envolvem tecnologia e crianças. Esse The laptop Club e esse de design participativo: Children as a design partners

Making technology for kids without working directly with them,
“is like making clothes for someone you don’t know the size of.”
Thomas

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WolframAlpha pode ser chamado de “buscador”? E Por quê?

Maio 21, 2009 · 4 Comentários

Hoje surgiu uma discussão bastante interessante e acalorada aqui na empresa, sobre o Wolfram que valhe a pena ser compartilhada.

Como temos visto, recentemente, um “boom” nas ferramentas de busca, novos modelos sendo experimentado por desenvolvedores e designers, todos com objetivo de auxiliar ainda mais, às pessoas encontrarem informações de forma cada vez mais precisa e melhor.

E com a variedade de soluções e modelos conceituais a questão que surge é: O que diferencia estas ferramentas? O que existe de diferente entre o Google e o Wolfram, por exemplo, que vai além da tecnologia? Ou seja, qual é a diferença principal entre ambas ferramentas? A diferença se baseia unica e somente, na tecnologia? Sabemos que existem diferenças marcantes na tecnologia entre estas duas ferramentas, na forma como foram construídas, mas cada uma teria um objetivo diferente do ponto de vista da experiência do usuário?

A discussão surgiu com a seguinte afirmação: “Eu não acho que Wolfram pode ser chamado de buscador” após ler uma notícia no jornal folha de São Paulo que o nomeava desta forma.

E assim surgiram as várias perguntas: 1) Wolfram pode ser considerado um mecanismo de busca, como Google? E porque? E mais uma pergunta polêmica, 2) qual a diferença do ponto de vista dos usuários, entre “busca” e “pesquisa”? Existe esta diferença?

Algum outro insight? Faz sentido estas perguntas?

(mais tarde postamos nossas opiniões controversas) ;)

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A lembrança é mais importante que a experiência atual

Abril 19, 2009 · Deixe um comentário

Como designers de interação estamos contantemente preocupados em eliminar confusão, dificuldade, problemas de usabilidade e acima de tudo experiências ruins que os usuários possam ter com os produtos. Don Norman constantemente expande sua visão e trás insights novos, sempre procurando ir um pouco mais além e não é diferente o que ele faz em seu artigo: “Memory Is More Important Than Actuality”. O que se segue abaixo é um resumo com trechos tirado do artigo. Manter a leitura →

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Meu “querido” secador de cabelos

Abril 15, 2009 · 6 Comentários

Uso irreal projetado

Uso irreal projetado

Existe uma distância entre o uso projetado e o uso real que fazemos dos objetos. Pelo visto, o meu secador não leva em consideração as necessidades reais de seus usuários e tão pouco o modo real como a maioria de nós mulheres o usamos.

Quando queremos secar o cabelo e ao mesmo tempo escová-lo (atividade comum entre os “sem tempo para ir ao salão”) é quase impossível segurar um objeto pesado e barulhento em uma das mãos e ao mesmo tempo uma escova na outra (pois é assim que muitas de nós o usamos).

A atividade exige coordenação motora, esforço, paciência e atenção, já que a chance de queimar o cabelo fica ainda maior quando feito desta forma. Esta parece ser a forma normal esperada pelos criadores deste objeto – o uso projetado. Mas não é bem assim que acontece na realidade.

Lá em casa, por exemplo, todas usamos desta forma (veja imagem abaixo): penduramos o secador no suporte de toalha, ligamos o secador na tomada (já que os dois ficam próximos). Desta forma é possível aproximar o cabelo do secador e com as mãos livres usar a escova enquanto seca. Ufah!

Uso real do secador de cabelo

Uso real do secador de cabelo

Não sei bem se é só lá em casa que usamos dessa forma ou se foi herança de comportamento, mãe que passa para filha que passa para neta, etc… Mas o fato é que essa “adaptação no uso” acaba por tornar a tarefa possível. Curiosidade: alguém mais faz isso?

Mas existem vários problemas: como ele é pesado, ele cai do suporte, a posição em que ele fica não permite secar direito todas as partes do cabelo, etc…

Certamente existem outros modelos mais modernos e ainda melhores que facilitam a atividade e provavelmente não é todo mundo que usa dessa forma, mas o fato do meu secador não me ajudar em nada na atividade de secar meu cabelo da melhor forma possível, me fez pensar na questão. (ok, irei comprar um melhor)

Se for verdade que a maioria faz este tipo de “adaptação” porque não adaptar o seu design de forma a dar melhor suporte na forma como é usado? Seja vindo com um suporte para prendê-lo na parede, seja sendo mais leve, com um adaptador de escova (alguns já vem com isso), com um formato mais adaptável às mãos, etc…

Quantos outros objetos não levam em consideração o uso real que fazemos dele?

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Estratégia em design, prototipação e testes rápidos

Março 27, 2009 · Deixe um comentário

Workshop na INOVA

Workshop na INOVA

Outro dia, a Latitude14 ministrou um workshop de “Estratégia em Design, Prototipação e Testes Rápidos” para os empreendedores incubados na INOVA-UFMG. O workshop foi bem interessante porque o perfil das empresas, embora fossem todas de base tecnológica, era bastante diverso e de áreas distintas. O nosso objetivo foi o de transmitir uma visão “human centered” para criação de qualquer produto de uso humano. Enfatizamos  que identificar necessidades e validar idéias são processos importantes para desenvolvimento de qualquer produto.

Principais temas abordados:

  • Conceitos de Design Centrado no Usuário
  • Estratégia em Design
  • Técnicas de identificação de necessidades
  • Técnicas de prototipação rápida
  • Técnicas de testes rápidos de usabilidade

Para reforçar estas idéias aplicamos dois exercício prático; um de identificação de público-alvo e outro de prototipação rápida usando materias disponíveis: papel, isopor, canetinha, cola, etc. A tarefa do exercício de prototipação foi a de prototipar um Mp3 Player, partindo de alguns requisitos pré definidos. Alguns participantes preferiram prototipar o produto da empresa.

Empreendedores da INOVA

Empreendedores da INOVA

Os empresários comentaram a importância dos conceitos apresentados e puderam ver na prática a importância da prototipação rápida. Os protótipos permitiram testar soluções de forma ágil e podem auxiliar no processo de desenvolvimento dos projetos das empresas, independente da área de atuação.

Protótipos desenvolvidos no workshop

Protótipos desenvolvidos no workshop

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Palestras sobre arquitetura da informação na CEMIG

Março 23, 2009 · Deixe um comentário

Palestras arquitetura da informação CEMIG

Palestras arquitetura da informação CEMIG

Participei, junto com outros colegas (Leandro, Guilherme e Fabrício) como palestrantes, de um ciclo de palestras e workshop sobre Arquitetura da informação, na CEMIG. O objetivo do evento era o de contextualizar os funcionários e apresentar as soluções de nova arquitetura e interface para o novo site. Falamos sobre design centrado no usuário, arquitetura da informação e card sorting.

Abaixo, estão os links das apresentaçãos, no slideshare:

O que é design centrado no usuário

  • O que é DCU
  • Ciclos de vida
  • Princípios do DCU

Arquitetura da informação

  • Definições
  • O tripé da A.I
  • Papel do arquiteto
  • Anatomia de um site

Card sorting

  • O que é, para que serve?
  • Aplicações passo a passo
  • Análise dos resultados
  • Ferramentas

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Experiência do usuário no FAD

Março 15, 2009 · 3 Comentários

Ontem fui ao FAD – Festival de Arte Digital, que aconteceu, aqui, em BH. Este ano ocorreu nas estações de metrô da capital. Fui motivada pela curiosidade e principalmente pela esperança de ver um FAD melhor e mais maduro que o ano anterior.

Infelizmente não superou minhas expectativas. Longe de querer discutir o que é Arte, e entrar no mérito dos trabalhos, me limitei a dar minha opinião do ponto de vista de observadora, do que vi e percebi sobre a interação dos trabalhos com o público, foco na experiência dos visitantes.

O evento acontecia em 3 estações principais da cidade, a maior parte dos trabalhos se concentrava na Estação Central. Ocorriam, paralelamente, exposicões, instalações interativas e algumas performances.

Galeria de exposições audiovisuais

Galeria de trabalhos era exibida no computador

Galeria de trabalhos era exibida no computador

O maior problema destas exposições foi o formato. Os trabalhos multimídias eram exibidos em estações de PC, a interação ocorria por meios tradicionais: mouse, monitor, teclado e fone de ouvido. O usuário ficava em pé, de frente a tela.

Por várias razões, não notei muita empolgação das pessoas quando interagindo com estes trabalhos. As pessoas exploravam os trabalhos mas não despendiam muito tempo em cada trabalho, minha impressão era de que não havia motivação para conhecê-los melhor. Muitos eram apenas videos e pouca interatividade, pouco envolvimento e pouco tempo despendido em cada trabalho.

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Outros detalhes contribuíram para a má experiência: telas sem saída, áudio baixo (quase inaudível), problemas de usabilidade: para sair de um trabalho tinha de clicar em ESC + F4 (!) e quando saía tinha de clicar em voltar, nem sempre havia um instrutor por perto para orientá-los. Muitas vezes percebi que não sabia exatamente como interagir, se era com o mouse, teclado ou se era simplesmente uma apresentação em vídeo. O fato da interação acontecer em pé também atrapalhava um pouco: cansa.

Problemas de acessibilidade: algumas crianças (havia algumas no local) atraídas pelas imagens grandes e coloridas, não conseguiam ter acesso a tela do computador, que ficava um pouco acima, em uma bancada.

Dentre os trabalhos, um, muito simples por sinal, fez sucesso, sempre o via em alguma tela, é o Artconquest. Uma espécie de jogo de perguntas e respostas, ironizando a figura do artista. No final sempre saia um resultado inusitado o que provocava risos nas pessoas.

“Não era melhor eu entrar no site desses caras, sentado confortavelmente da minha casa, usando meu computador?” era a sensação predominante.

Instalações Interativas

Estas eram a atração mais interessante do evento. Notei grande curiosidade e o formato contribuia para a interatividade: cabines grandes escuras com projeções em telões, as pessoas faziam perguntas, queriam entender o que era, como funcionava tecnologicamente, qual era a proposta de cada trabalho, riam, se interessavam .

Das instalações, a que fez mais sucesso com o público, era também a mais divertida. “Authority” atraia as pessoas pela simplicidade da proposta: o sujeito pegava o microfone (que ficava pendurado do teto) e gritava com a imagem do policial alemão (projetado em vídeo). O policial reagia com o volume da voz, quanto mais alto gritava mais encolhido o policial ficava. Era cômico, inusitado, divertido. Site do projeto: www.popkalab.com

Video do Authority

Outro que também atraía as pessoas era o  Your life our movie . Havia duas projeções de imagens, uma acontecia no telão e outra na tela do monitor. A do telão eram imagens relacionadas a palavras-chave que as pessoas enviavam para um e-mail e a do monitor palavras que as pessoas digitavam na hora, no computador. As imagens faziam parte do banco de imagens Flickr. Enviamos “Brasil” e “Stamp” por e-mail, via celular e apareceu lá.

Your life our movie

Your life our movie

Video Your life our movie

Um terceiro, o Conected Momories, tinha um apelo estético inusitado interessante e exatamente por isso chamava a atenção das pessoas: duas cabeças “robóticas” dependuradas pelo teto, “conversavam sobre seus sonhos” e “projetavam suas memórias” nos vídeos (que ficavam instalados em suas “testas”). O público interagia com uma das cabeças, podia enviar um arquivo (vídeo, música ou texto) por bluetooth e a cabeça reproduzia o arquivo. Um menino (aprox. 8 anos) envio a música “piriguete” e a cabeça obedeceu prontamente, tocou “quando ela me vê ela mexe, piripipipiri-gueeete”.

Conected Memories

Conected Memories

Vídeo Conected Memories

Saldo final

As atrações que chamaram mais atenção do público (onde notei maior participação e interação) eram também as mais acessíveis e divertidas e principalmente, despertavam algum tipo de emoção: surpresa, vergonha, curiosidade… Fico, ainda, com a impressão que, para os profissionais antenados na área, para quem está ligado na rede e vê novidades constantemente, os trabalhos são muito repetitivos, poucos são inspiradores. Por outro lado, para o público leigo, alguns trabalhos ainda parecem inatingíveis e inacessíveis, o que contribui para a “preguiça” que muitos dizem sentir com relação a arte. Fiquei curiosa para saber a opinião de outras pessoas.

ps.: não assisti as performances e shows.

Veja todas as fotos em: http://www.flickr.com/photos/latitude14/

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